Sobre Meninos e Lobos - Trailer

http://www.youtube.com/watch?v=0PtSOv3_-Fc

Sobre Meninos e Lobos - Resenha

O filme Sobre Meninos e Lobos(2003), de Clint Eastwood, é uma adaptação de uma história literária de mesmo nome. A película é uma obra que reúne várias características diferenciadas de uma grande trama. A começar pela linha tênue que separa os personagens. Não há uma classificação exata de quem é um personagem “do bem” e quem é “do mau”, apenas há uma mescla de sentimentos, cada hora, uma situação passa diferentes impressões ao espectador. Na mesma hora que alguém parece ser o vilão, esse personagem também pode estar relacionado ao bem, já que, no caso dos três protagonistas, vários flashbacks mostram o passado e o problema que ocasionou naquela postura momentânea.
Tudo começa há décadas atrás, quando os três protagonistas: Jimmy Markum (Sean Penn), Dave Boyle (Tim Robbins) e Sean Devine (Kevin Bacon) eram crianças e foram obrigados a entrar em um carro por um policial, de nome Dave. Esta história marcaria para sempre a vida de todos, e é peça fundamental para o entendimento do que ocorre no futuro de todos.
Os três seguiram suas vidas até que um fato trágico, a morte da filha de Jimmy Markum, reunir novamente os três, fato que os reaproximou, mas também traz de volta todos os fantasmas do passado. Nessa história, os três tentam encontrar o assassino da garota, que é perigosa. E Jimmy quer resolver essa questão da morte de sua filha da maneira mais brutal, matando também o criminoso. Aí aparece um questionamento moral, se a intenção de Jimmy é correta ou não. Em vários momentos, as suspeitas recaem sobre um de seus amigos, já que Dave Boyle possui um segredo que nem sua esposa sabe, dando a entender que ele pode sim ser o culpado da morte da pequena criança.
Como característica marcante de todas as películas dirigidas por Eastwood, os valores hollywoodianos são questionados, a moral tradicionalista americana quase sempre é colocada em segundo plano, em favorecimento de uma discussão mais coerente e verdadeira dos fatos, causando a reflexão – e também suscitando várias dúvidas- no espectador.
Vale lembrar que este filme mostra também duas faces do ser humano, ao mesmo tempo que os protagonistas podem ser pessoas boas, ele também levanta a hipótese dos mesmos possuírem graves defeitos para uma pessoa normal. O jogo de atitudes é uma característica muito forte na película.
Conforme a história vai passando, o fato que traumatizou ambos na infância vai ganhando mais força, e cada vez é mais relembrada na narrativa, no entanto, o desfecho da história não é previsível, como muitos acreditam ao verem as atitudes de cada personagem com as situações que são colocadas.
Nesta película, Sean Penn ganhou o Oscar de melhor ator em 2004 e Tim Robbins venceu o Oscar de melhor ator coadjuvante. O filme foi indicado às categorias de Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado, não logrando sucesso nessas premiações. Clint Eastwood concorreu ao prêmio de Melhor Diretor, assim como Marcia Gay Hardem concorreu à Melhor Atriz Coadjuvante. Porém, Eastwood foi eleito, graças a Sobre Meninos e Lobos, melhor diretor em Cannes. O orçamento do filme foi de 30 milhões de dólares.

Sobre Meninos e Lobos

Trailer Os Imperdoáveis

http://www.youtube.com/watch?v=4Df0KtJ01Ew

Os Imperdoáveis

Vencedor de quatro Oscar, e indicado a nove, o filme Os Imperdoáveis (1992), de Clint Eastwood, é considerado o melhor filme do gênero Western dos últimos anos.

Na história, o próprio Eastwood faz o papel do ator principal, William Munny, um fora-da-lei aposentado que recebe uma proposta tentadora de Schofield Kid (Jaimz Woolvett) para cometer dois últimos crimes em troco da recompensa.

O filme começa com um vaqueiro, acompanhado por um amigo, atacando uma prostituta em uma pequena cidade – Big Whiskey – no estado do Wyoming. Ofendido pela mesma, o cowboy esfaqueia-a no rosto, deixando cicatrizes e um desejo de vingança nas mulheres do bordel.

Mesmo após as punições serem aplicadas pelo xerife Little Bill (Gene Hackman) aos dos cáubois envolvidos na história, as prostitutas, lideradas por Strawberry Alice (Frances Fisher), divulgam que pagarão uma recompensa de 1000 dólares pela cabeça dos dois caubóis envolvidos.

A notícia chega ao Tennessee e o garoto Schofield Kid vai à procura de Bill Munny para encontrar um parceiro para a caçada. À princípio Bill Munny não topa o acordo e prefere continuar com seus filhos em sua fazenda, mas após pensar na enorme quantia de dinheiro, o personagem de Clint Eastwood decide sair ao encalço do garoto juntamente com seu antigo parceiro Ned Logan (Morgan Freeman).

O filme trata o personagem de Bill Munny como um ex-criminoso que se recuperou de suas maldades após encontrar o amor de uma jovem já falecida na história. Arrependido, e com filhos para criar, o personagem de Eastwood evita ao máximo os fantasmas do passado atroz e principalmente o Whiskey, que era, segundo ele, o combustível alimentador de suas atrocidades.

Após a proposta, Bill Munny pensa na estagnação de sua vida e se lança em uma última aventura para trazer dinheiro para casa e aumentar a perspectiva de vida de seus filhos – duas crianças, um homem e uma mulher.

Na jornada clássica dos antigos Westerns, os três companheiros atravessam a região central dos Estados Unidos à cavalo. Bill Munny e Ned Logan, antigos amigos e companheiros, se incomodam com a postura de Schofield Kid, um garoto falastrão que tenta sempre se mostrar valente e cruel. Experientes, os dois antigos parceiros questionam a experiência de Schofield, mas veem o laço de amizade se reforçarem.

A trama segue até os três chegarem à cidade de Big Whiskey e, enquanto estão no caminho, se desenvolve paralelamente um outro embate na cidade. O xerife Little Bill fica sabendo da chegada de English Bob e os dois trocam farpas em Big Whiskey, o inglês acaba sendo preso e espancado para servir como exemplo. Posteriormente o xerife o “deporta” do pequeno condado.

Na sequência os três viajantes chegam à Big Whiskey e a trama se desenvolve com o envolvimento com as prostitutas, incia-se a busca dos três pelos dois caubóis e origina-se o embate com o xerife Little Bill. Bill Munny volta a beber seu Whiskey.


http://www.youtube.com/watch?v=XDAXGILEdro

Matéria do Estadão sobre Clint.

Um certo senhor Eastwood

16 de maio de 2010 | 0h 00
Joe Queenan, The Guardian - O Estado de S.Paulo

Como John Wayne, Clint Eastwood é um ator carismático, um pouco subestimado, que não nasceu para representar Rei Lear. Não está na mesma categoria de Nicholson, Hoffman, Hackman e Freeman, muito menos na de Day-Lewis, mas é muito superior aos seus contemporâneos, como Harrison Ford. E ninguém mais teve uma carreira como a sua: Três Homens em Conflito, Perseguidor Implacável, Bird, Os Imperdoáveis, Na Linha de Fogo, As Pontes de Madison, Menina de Ouro, Gran Torino, Sobre Meninos e Lobos...

Coppola, Scorsese e Spielberg, verdadeiras lendas, fizeram filmes melhores, mas nenhum deles foi ator. Nicholson dominou a psique americana desde Sem Destino, em 1969, mas suas tentativas na direção não foram tão bem-sucedidas e ele não é adorado pela classe média americana como Eastwood.

Redford, De Niro, Marlon Brando e Barbra Streisand, entre outros, também alcançaram certo sucesso como diretores, mas não na escala de Eastwood, que dirigiu 30 filmes, e é considerado um diretor sério. Sim, houve Orson Welles, esplêndido ator e diretor. Mas sua carreira acabou cedo. Sua queda em desgraça foi o acontecimento mais triste da história do cinema americano.

A comparação mais óbvia é com Mel Gibson, sólido diretor bem-sucedido que é também ótimo ator. Mas não é tão produtivo quanto Eastwood, nem tão variado. E Gibson é australiano, não americano e jamais será "adorado". No fim, nenhum outro ator-diretor - nem Beatty, Costner ou Woody Allen - teve uma carreira como a de Eastwood. Ele é único.

Sergio Leone. A formação de Eastwood, nascido em 1930, foi fortemente influenciada pela década do seu nascimento e pelos anos 60. Os melhores filmes dos anos 30 e 40 são unidos por uma clara visão moral: a boa vontade predomina sobre o mal, mas levará algum tempo para que isso aconteça. Nos "spaghetti western" que o tornaram famoso, o triunfo do bem sobre o mal leva ainda mais tempo. Trabalhar com o diretor Sergio Leone foi uma grande influência estilística sobre Eastwood, que nunca teve pressa de chegar lá.

Os "spaghetti western" avançaram a um passo lânguido, assim como os de Eastwood. Os primeiros, como O Estranho Sem Nome, começam com uma explosão e depois baixam o tom, e então chegam ao grande final, como Os Imperdoáveis. Em Por Um Punhado de Dólares, o filme que o tornou famoso, o estrangeiro alto e magro, enigmático, que se dispõe a ajudar os pobres mexicanos oprimidos. Em Gran Torino, um enigmático estrangeiro alto e magro chega para ajudar os pobres imigrantes do Sudeste Asiático. Algumas coisas mudam. Outras não.

Filho da Grande Depressão, o ator compreendeu que o único crime imperdoável era parar de trabalhar. Fez todo tipo de filmes e rapidamente. Não gastou muito com astros ou efeitos especiais. Se um filme não tinha sucesso, tentava algo diferente. Então, se sua carreira de diretor estacionava, contratava a si mesmo como ator. Ao contrário de Beatty e de Welles, não parece ter tido medo do fracasso, nem parece se importar com críticas.

William Goldman, provavelmente o mais famoso roteirista do mundo, trabalhou com Eastwood em Poder Absoluto. Ele acha que Eastwood, como Paul Newman, se beneficiaram pelo fato de adiarem sua gratificação. "O motivo pelo qual eles eram tão incríveis é que não se realizaram muito cedo na vida." Também destacou a qualidade do trabalho de Eastwood numa idade tão avançada. "Os diretores perdem esta capacidade aos 60 porque estão ricos demais ou não conseguem mais trabalho. E é um trabalho cansativo. É por isso que Gran Torino me impressiona. Ele está com quase 80 e ainda pode fazer um filme como este. Sua carreira é fantástica."

Clint Eastwood entra na categoria dos artistas - como Sean Connery e Judy Garland - que fazem algo maravilhoso no início da carreira, e por isso o público tem com eles uma dívida eterna de gratidão. O público nunca esquece Por Um Punhado de Dólares, porque insuflou vida em um gênero que estava morrendo e porque Eastwood - de poncho e cigarrilha - fez um tipo incrivelmente cool. E, de algum modo, Eastwood conseguiu enterrar o estigma direitista de Dirty Harry que o perseguiu na década de 70.

Na época em que Hollywood se preocupavam com a possibilidade de seu país se tornar um Estado policial - no governo de Richard Nixon -, Eastwood fazia filmes bajulando um policial corrupto. Um exemplo do politicamente incorreto. Mas ele abrandou e cresceu como artista com o passar do tempo: O Estranho Sem Nome (1973) começa com três assassinatos e um estupro; As Pontes de Madison (1995) não tem nada disso.

Em defesa de Eastwood, os filmes do tipo Perseguidor Implacável, que alguns consideram questionáveis, eram pouco mais que A Marca da Forca transposto para os tempos modernos. Homens desagradáveis infernizam a vida de cidadãos comuns, e a polícia não consegue controlá-los. No meio da confusão chega um misterioso psicopata que fica do lado dos anjos e briga por eles. Ninguém se importou quando Eastwood fez isso em Por Um Punhado de Dólares, O Estranho Sem Nome, assim como ninguém se importou quando ele voltou ao tema em Os Imperdoáveis. Somente quando o anjo vingador aparece na cidade, os defensores das liberdades civis se revoltam.

Heróis. Os westerns são ambientados em uma era em relação à qual os americanos se sentem tranquilos; todos têm uma arma, enquanto os pistoleiros fazem a própria lei. Nos filmes sobre policiais corruptos, não. Se alguém faz a própria lei no fim do século 19, é herói. Se faz isso no fim do século 20, é fascista.

Como Denzel Washington, um ator muito melhor, o diretor mostra para o mundo uma imagem dos Estados Unidos que deixa os americanos confortáveis.

Num aspecto, Eastwood se parece com os grandes diretores que o antecederam, como Hitchcock e Huston: nunca parou de bater o cartão. Ao contrário de autores sensíveis, que precisam afastar-se por alguns anos para contemplar o próximo projeto, ele não parou de fazer filmes desde sua estreia, em 1971.

Trabalhando com os mesmos colaboradores, fez obras intelectualizadas como Bird e Coração de Caçador, de terror como Perversa Paixão, comédias extravagantes como Bronco Billy e Cowboys do Espaço, sentimentais como Invictus, e épicos como A Conquista da Honra.

Com base em grandes romances, fez ótimos filmes (Sobre Meninos e Lobos), mas o que é mais impressionante é que, de um livro horrível, ele fez um belo trabalho (As Pontes de Madison). Se por algum tempo parecia que sua inspiração estava esgotada, ele sempre achava um modo de se recuperar.

Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal, Crime Verdadeiro e Dívida de Sangue foram lançados numa rápida sucessão. Eram ruins. Depois vieram Sobre Meninos e Lobos e Menina de Ouro, bem melhores. Ele estrelou ou dirigiu poucos filmes realmente ruins. É que ele evitava as comédias: filmes policiais podem ser até ruins, mas no caso das comédias, o céu é o limite. Seus piores filmes são os que ele fez com Sondra Locke. Entretanto, o único absolutamente ridículo (sem orangotango) é Os Aventureiros do Ouro, o horrível musical de 1969, que até tem uma virtude: é completamente maluco.

Os filmes de Clint Eastwood não são densos em termos de conteúdo filosófico. Ele gosta de fazer filmes em que o indivíduo anônimo se revolta e o povo precisa de um defensor. Ele próprio conservador, consegue, de algum modo, fazer uma síntese do ponto de vista da direita e da esquerda em seus filmes. No mundo de Eastwood, há sempre alguma coisa para todos, desde que não façam objeção a um pouco de violência.

Ele também nunca hesitou em se divertir e rir com seus personagens. Gran Torino, no qual Eastwood literalmente grunhe, pisca e diz palavrões e fica apontando armas o tempo inteiro, é muito engraçado. Assim como Cowboys do Espaço.

Considerado um tesouro nacional, Eastwood estreou no cinema em 1955, no papel de um técnico de laboratório em A Revanche do Monstro. Naquele ano, Marlon Brando e Frank Sinatra fizeram Eles e Elas.

A sua é uma longa carreira. Ele sobreviveu a todos os seus notáveis contemporâneos. Diretores e astros vêm e vão; Eastwood permanece. Continua a trabalhar, agora está dirigindo Hereafter, seu 31.º filme. "Um homem deve conhecer suas limitações" é a frase famosa que ele diz no fim de Magnum 44. Mas parece que Clint Eastwood não tem limitações. TRADUÇÃO ANNA CAPOVILLA


Cinco personagens

JOE
1964
"Meu erro. Quatro caixões." (Por Um Punhado de Dólares)

BLONDIE
1966
"Neste mundo, há apenas dois tipos de pessoas, meu amigo: as que têm uma arma carregada, e as que cavam. Você cava." (Três Homens em Conflito)

JOSEY WALES
1976
"Morrer não é vida, camarada." (Josey Wales - O Fora da Lei)

HARRY CALLAHAN
1983
"Vá em frente, me faça ganhar o dia." (Impacto Fulminante)

PREACHER
1985
"Nada se compara a um bom pedaço de nogueira." (O Cavaleiro Solitário)

Filmografia

Ano

Título

Papel

1955

Revenge of the Creature

técnico de laboratório

(não creditado)

Francis in the Navy

Jonesey

Lady Godiva

First Saxon

(não creditado)

Tarantula

Líder do esquadrão de jatos

(não creditado)

1956

Never Say Goodbye

Will

(não creditado)

Star in the Dust

Tom

(não creditado)

Away All Boats

oficial da Marinha

(não creditado)

The First Traveling Saleslady

tenente Jack Rice

1957

Escapade in Japan

Dumbo Pilot

(não creditado)

1958

Lafayette Escadrille

George Moseley

Ambush at Cimarron Pass

Keith Williams

1959

Rawhide (TV)

Rowdy Yates (1959-1966)

1964

A Fistful Of Dollars

Joe (The Man with No Name)

1965

For a Few Dollars More

Monco (The Man with No Name)

1966

The Good, the Bad and the Ugly

Blondie (The Man with No Name)

1967

The Witches

Charlie (segmento de "Una sera come le altre")

1968

Hang 'Em High

Marshall Jed Cooper

Coogan's Bluff

vice-xerife Walt Coogan

Where Eagles Dare

tenente Morris Schaffer

1969

Paint Your Wagon

Sylvester 'Pardner' Newel

1970

Two Mules for Sister Sara

Hogan

Kelly's Heroes

Soldado Kelly

1971

The Beguiled

Cabo John McBurney

Play Misty for Me

David 'Dave' Garver

(também dirigiu o filme)

Dirty Harry

Inspetor 'Dirty' Harry Callahan

1972

Joe Kidd

Joe Kidd

1973

High Plains Drifter

The Stranger

(também dirigiu o filme)

Magnum Force

Harry Callahan

Breezy

diretor do filme

1974

Thunderbolt and Lightfoot

Thunderbolt

1975

The Eiger Sanction

Dr. Jonathan Hemlock

(também dirigiu o filme)

1976

The Outlaw Josey Wales

Josey Wales

(também dirigiu o filme)

The Enforcer

Harry Callahan

1977

The Gauntlet

Ben Shockley

(também dirigiu o filme)

1978

Every Which Way But Loose

Philo Beddoe

1979

Escape from Alcatraz

Frank Morris

1980

Bronco Billy

Bronco Billy McCoy

(também dirigiu o filme)

Any Which Way You Can

Philo Beddoe

1982

Firefox

Mitchell Gant

(também dirigiu e produziu o filme)

Honkytonk Man

Red Stovall

(também dirigiu e produziu o filme)

1983

Sudden Impact

Harry Callahan

(também dirigiu e produziu o filme)

1984

Tightrope

Wes Block

(também produziu o filme)

City Heat

tenente Speer

1985

Pale Rider

pregador

(também dirigiu e produziu o filme)

1986

Heartbreak Ridge

sargento Tom 'Gunny' Highway

(também dirigiu e produziu o filme)

1988

The Dead Pool

Harry Callahan

Bird

dirigiu e produziu o filme

1989

Thelonious Monk: Straight, No Chaser

produtor executivo

Pink Cadillac

Tommy Nowak

1990

White Hunter Black Heart

John Wilson

(também dirigiu e produziu o filme)

The Rookie

Nick Pulovski

(também dirigiu o filme)

1992

Unforgiven

William 'Bill' Munny

(também dirigiu e produziu o filme)

1993

In the Line of Fire

agente do serviço secreto Frank Horrigan

A Perfect World

Chief Red Garnett

(também dirigiu e produziu o filme)

1995

The Bridges of Madison County

Robert Kincaid

(também dirigiu e produziu o filme)

The Stars Fell on Henrietta

produtor

1997

Midnight in the Garden of Good and Evil

dirigiu e produziu o filme

Absolute Power

Luther Whitney

(também dirigiu e produziu o filme)

1999

True Crime

Steve Everett

(também dirigiu e produziu o filme)

2000

Space Cowboys

Dr. Frank Corvin

(também dirigiu e produziu o filme)

2002

Blood Work

Terry McCaleb

(também dirigiu e produziu o filme)

2003

Mystic River

dirigiu e produziu o filme

2004

Million Dollar Baby

Frankie Dunn

(também dirigiu e produziu o filme)

2006

Flags of Our Fathers

dirigiu e produziu o filme

Letters from Iwo Jima

dirigiu e produziu o filme

2008

The Changeling

Diretor[50]

Gran Torino

Walt Kowalski

(também dirigiu e produziu o filme)

Fonte: Wikipedia