Entrevista

A estudante de Cinema Luiza Dias tece alguns comentários sobre a carreira de Clint Eastwood como diretor. Para ela, Clint foi uma grande influência para todos os estudantes de cinema atual, já que a temática abordada pelo diretor norte-americano é muito focada em filmes que possuem dramas pessoais e outras questões sociais que são sempre abordadas.

Qual foi o primeiro filme de Clint que você viu? E qual é o seu favorito?
As Pontes de Madison, porque é um filme com uma pegada mais dramática. Mas meu favorito é Menina de Ouro. O drama abordado ali, de uma mulher lutadora de boxe, que sofre preconceito, que era uma pessoa pobre e arruma todas uma maneira de financiar esta sua paixão, trabalhando como garçonete e fazendo outros bicos. É uma história linda, até porque, ela fica à beira da vitória e no final temas mais polêmicos, como a Eutanásia, são abordados. Também gostei muito do penúltimo filme dele, onde ele atua e dirige, o Gran Torino. A questão de regiões, de pessoas que não toleram as diferenças é muito pesada.

Como você vê a influência dele para a nova geração de cineastas?
Ele é um grande cineasta, aborda questões sociais que geralmente são tratadas de maneira superficial em Hollywood. Uma mentalidade muito nobre para os padrões hollywoodianos de cinema. E ele nos influencia ao mostrar que cinemas comerciais, como o brasileiro está se tornando, podem abordar questões mais difíceis.

E o que você acha do Clint ator?
É um bom ator, dá para ver que ele aprendeu tudo com grandes mestres do cinema antigo, como os grandes diretores do Western, dentre eles o Sérgio Leone, um dos maiores diretores de todos os tempos. Em Os Imperdoáveis, dá para ver que ele faz uma produção homenageando seus diretores favoritos.

No filme Menina de Ouro, você acha que a atuação de Hilary Swank, que ganhou o Oscar graças ao filme, foi favorecida ao bom roteiro da película?
Sim, com certeza. A personagem era difícil, mas a forma como o filme foi conduzido só poderia resultar em um grande sucesso. Também gostaria de ressaltar que o próprio Clint e o Morgan Freeman atuam muito bem ali, criando uma empatia entre os três personagens que dá um ar de realidade ao filme.

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